Depois de três meses da primeira denúncia feita pelo DefeZap e Coletivo Papo Reto sobre policiais
terem invadido casas de moradores no Complexo do Alemão - e da justiça ter concedido uma liminar
determinando a saída imediata dos agentes - nada aconteceu. Vamos pressionar o Secretário de Segurança,
Roberto Sá, para que ele cumpra a ordem e retire os policiais das casas.

Vamos pressionar para ele cumpra a ordem imediatamente.




Envie seu email ao Secretário de Segurança Pública, Roberto Sá

Quem você vai pressionar

1926pessoas querem que os policiais saiam das casas do Alemão

É inacreditável! Mais de dois meses depois do Defezap ter mostrado ao vivo nas redes sociais que policiais da UPP Nova Brasília invadiram casas de moradores para montar uma base provisória, só agora a justiça concedeu uma liminar determinando que os homens deixem as residências imediatamente.

Na ocasião da primeira denúncia, o comandante da UPP Nova Brasília, Major Zuma, disse que deixaria as casas em até cinco semanas. O prazo terminou em abril, mas a ilegalidade continuou acontecendo e as tensões entre policiais e moradores só aumentaram. Na audiência pública convocada pelos moradores e vítimas, o subcoordenador de Polícia Pacificadora disse que sairia no dia seguinte, o que não aconteceu. O que só mostra que a polícia militar não está sequer comprometida em cumprir as promessas que faz publicamente.

O Secretário de Segurança Pública, o Comandante Geral da PM e o Comandante da UPP Nova Brasília já tem em mãos o documento que determina que o grupo de policiais da Nova Brasília deixe as casas,, mas a desobediência deles até com as instâncias do Judiciário já passou dos limites.

Por isso, precisamos lotar a caixa de e-mail do representante máximo das forças de segurança do Estado, Roberto Sá, para que ele cumpra a decisão da Justiça. É inaceitável que os moradores estejam privados de seus imóveis há tanto tempo. Mande agora seu e-mail de pressão exigindo que a decisão de justiça seja cumprida e que os homens saiam imediatamente das casas.

linha do tempo


14 de fevereiro:
Invasões de casas pela PM vêm à tona com vídeos ao vivo no Facebook do DefeZap e Coletivo Papo Reto .

15 de fevereiro:
Uma comitiva formada pela Defensoria, Alerj e OAB vai ao local e confirma a veracidade das denúncias .

21 de fevereiro:
DefeZap leva o caso com todas as provas para o Ministério Público, que instaura procedimento, mas não toma nenhuma medida urgente .

22 de fevereiro:
Todas as provas são encaminhadas pelo DefeZap também à Secretaria de Segurança.





24 de fevereiro:
Defensoria envia uma Recomendação à Secretaria de Segurança avisando dos crimes e dando prazo para a desocupação
08 de março:
O prazo dado pela Defensoria à Secretaria de Segurança acaba e as casas não são desocupadas.

24 de abril:
Em Audiência Pública na Defensoria, PM e Secretaria de Segurança admitem que invadiram as casas. Ministério Público está presente, mas não faz nada .

27 de abril:
Defensoria Pública leva à Justiça provas juntadas pelo DefeZap e Coletivo Papo Reto. Juíza decide ordenar a saída imediata dos policiais de dentro das casas .




02 de maio:
Secretário de Segurança e Comandante Geral da PM são intimados e passam a estar obrigados a cumprir ordem judicial, o que não acontece .

05 de maio:
Defensoria avisa juíza sobre descumprimento da ordem judicial e pede que Secretário de Segurança, Comandante Geral sejam condenados a pagar multa pessoal de 10 mil reais por imóvel invadido. Pedido ainda está sendo analisado.


entenda o caso
1.
Pelo menos cinco casas da Alvorada, no Complexo do Alemão, foram invadidas por um grupo de policiais militares e estão sendo utilizadas como bases provisórias da UPP Nova Brasília. Enquanto isso, os moradores estão impedidos de voltar para suas residências.
2.
A UPP, que já está há quase cinco anos no Alemão, construiu uma base blindada no meio dessa localidade. A “desculpa” para invasão das casas era justamente as obras dessa base, as mesmo com a construção entregue, os PMs não saem das casas.

3.
A violência no Complexo do Alemão vem se agravando muito no último ano. A comunidade enfrenta tiroteios quase diários: só em março, foram pelo menos duas vítimas fatais e cinco feridos por armas de fogo*. Situação inadmissível, ainda mais para uma comunidade “pacificada”.





4.
Em Audiência Pública realizada na Defensoria Pública em 24 de abril, o Comandante Geral da PM assumiu que a invasão das casas é uma estratégia da polícia. Ele também prometeu que no dia seguinte as casas seriam devolvidas aos moradores, mas nada aconteceu.

5.
Na última sexta-feira, dia 28 de abril, a Justiça concedeu uma liminar dando razão aos moradores e determinando que os policiais deixassem as casas invadidas imediatamente. O Secretário de Segurança e a Polícia Militar foram notificados oficialmente apenas no dia 02 de maio. Agora o cumprimento da ordem é obrigatório.

6.
Mesmo com a decisão em mãos, até esta manhã (dia 3) os policiais ainda não saíram de todas as casas, em uma clara atitude de insubordinação ao Judiciário, o que é um absurdo!





Por que o Meu Rio entrou nessa?

Além das inúmeras violações aos Direitos Humanos que os moradores de favelas do Rio de Janeiro já sofrem cotidianamente, é inadmissível que eles não possam ter o mínimo assegurado: o direito de voltar para casa. O Meu Rio defende uma cidade onde o direito de ir e vir e o direito à moradia são respeitados pelo estado.




Conheça o DefeZap:

DefeZap é um sistema de defesa cidadã contra a violência de Estado. Através do WhatsApp (21) 99670-1400, é possível denunciar violações cometidas por policiais, guardas municipais e outros agentes públicos na região metropolitana do Rio de Janeiro. O caso é analisado e pode virar um processo oficial. Tudo isso com sigilo garantido!